POR SEANE MELO

Clube de literatura erótica 2026: clássicos, brasileiros e contemporâneos

Venha compartilhar a leitura de 5 livros clássicos e contemporâneos repletos de erotismo

O Clube de literatura erótica surgiu em 2024 com a proposta de realizar leituras e encontros bimestrais sobre livros que podem nos ajudar a pensar o erotismo. Ano passado, lemos obras contemporâneas de autores de diferentes nacionalidades, majoritariamente mulheres! Foi uma experiência bem legal e alguns dos títulos entraram para a minha lista de preferidos, inclusive!

Esse ano, continuamos com a proposta de apenas cinco títulos no clube, mas decidimos ler um clássico além dos contemporâneos. E, claro, fiz questão de incluir pelo menos dois livros de autores nacionais para valorizar a nossa literatura ptbr.

Os encontros do clube acontecem em quintas-feiras, a partir das 20h, mas as datas certinhas são negociadas com os participantes. No intervalo de dois meses entre cada leitura, para não se desmotivar, você pode participar do grupo de WhatsApp que criei especialmente para o clube.

Por fim, queria apenas lembrar que a participação é completamente gratuita. Os participantes podem se sentir livres para participar dos encontros que preferirem.

Vem comigo?

Cronograma

Fev/Mar (Encontro 26/03)

Mau comportamento, Mary Gaitskill

Quando foi publicado pela primeira vez, em 1988, Mau comportamento causou furor na cena literária americana com suas histórias de obsessão ― frequentemente regadas a sexo, drogas e perversões ― que iluminam o lado menos confessável do desejo humano. Em mais de um conto, mulheres jovens trabalham como prostitutas, orbitando uma Nova York dos anos 1980 que fervilha de aspirantes a artistas lutando por reconhecimento.

Em outros, a relação entre duas amigas é construída com refinamento psicológico ímpar. Inveja, vaidade e frustração são sentimentos que Mary Gaitskill leva a sério. Aos trinta e poucos anos, a escritora de Detroit dinamitou as barreiras da ficção que restringiam aos personagens masculinos o direito de ser imperfeitos, de ter maus hábitos ou de cometer erros, e inaugurou um novo tempo das protagonistas refratárias a convenções e incapazes de se ajustar a moldes de delicadeza e bondade até então inescapáveis.

Abr/Mai

Justine, Marquês de Sade

Justine se passa pouco antes da Revolução Francesa na França e conta a história de uma jovem garota que atende pelo nome de Thérèse. Sua história é contada a Madame de Lorsange enquanto ela se defende de seus crimes, a caminho da punição e da morte. Ela explica a série de infortúnios que a levou à sua situação atual. É considerado um livro mais filosófico e menos obsceno de Sade.

Jun/Jul

Dona Flor e seus dois maridos, Jorge Amado

Dona Flor e seus dois maridos conta a história de Florípedes Paiva, que conhece em seus dois casamentos a dupla face do amor: com o boêmio Vadinho, Flor vive a paixão avassaladora, o erotismo febril, o ciúme que corrói. Com o farmacêutico Teodoro, com quem se casa depois da morte do primeiro marido, encontra a paz doméstica, a segurança material, o amor metódico.

Um dia, porém, Vadinho retorna sob a forma de um fantasma capaz de proporcionar de novo à protagonista o êxtase dos embates eróticos. Por obra da fantasia literária de Jorge Amado e da intervenção das entidades do candomblé, Flor consegue conciliar no amor o fogo e a calmaria, a aventura e a segurança, a paixão e a gentileza. Lançada em 1966, esta narrativa ousada e exuberante, plena de humor e ironia, é uma saborosa crônica de costumes da Bahia da primeira metade do século XX e um retrato inventivo das ambiguidades que marcam o Brasil.

Ago/Set

Uma Paixão, Chrysanthème

Inicialmente publicado em 1922, como folhetim, no jornal O Paiz, o romance acompanha Maria Luísa, uma jovem que se vê em um dilema entre o desejo e a moralidade ao se apaixonar pelo cunhado Maurício, que vivia um casamento difícil com a meia-irmã da protagonista.

A narrativa cotidiana, que se passa no Rio de Janeiro no início da década de 1920, é atravessada por debates feministas que abordam a luta por uma maior liberdade feminina no período e, principalmente, questionam o matrimônio como o principal ideal para a mulher. Nesta nova edição do romance, recupera-se cuidadosamente uma obra que, apesar de ter tido uma quantidade relevante de leitores em seu tempo, ficou em grande parte esquecida por ter sido considerada “escandalizante” pela crítica da época.

Out/Nov

Exploração, de Gabriela Wiener

O corpo que protagoniza Exploração é conflagrado por questões que remontam à história e se desdobram nos incertos movimentos do desejo e do afeto. Gabriela Wiener une jornalismo e ensaio para insurgir-se contra o jugo colonial de territórios, imaginário e tesão. Wiener define o ensaio pessoal, gênero que honra na altura de uma Vivian Gornick, como “o sofrido artesanato do eu”. Não se poderia encontrar definição melhor do exercício que resulta nestas páginas espantosas.

*Os links nos títulos do livro redirecionam para o meu link na loja da Amazon. Comprar por eles me ajuda!

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